As glândulas adrenais produzem cortisol, aldosterona, andrógenos e catecolaminas — hormônios essenciais para estresse, pressão, equilíbrio hidroeletrolítico e energia. Quando produzem demais, de menos, ou abrigam tumores silenciosos, o impacto é sistêmico e exige investigação cuidadosa.
Produção insuficiente de cortisol (Addison, central ou induzida por corticoide). Cursa com fadiga, hipotensão, perda de peso e risco de crise adrenal — emergência médica que exige reposição imediata de hidrocortisona.
Hipercortisolismo endógeno ou exógeno. Provoca obesidade central, estrias purpúricas, miopatia proximal, hipertensão, diabetes, osteoporose e fragilidade emocional. Diagnóstico exige investigação por etapas.
Tumores produtores de catecolaminas, frequentemente hereditários. Causam crises de hipertensão, palpitação e sudorese. Diagnóstico por metanefrinas, imagem dirigida e investigação genética obrigatória.
Causa frequente de HAS secundária, subdiagnosticada. Investigação por aldosterona/renina, confirmação por testes funcionais e cateterismo de veias adrenais. Tratamento curativo possível em formas unilaterais.
Adrenal exige rigor: cortisol livre urinário, salivar à meia-noite, supressão com dexametasona, ACTH, aldosterona/renina, metanefrinas, andrógenos e imagem (TC/RM). O Hormet padroniza o fluxo investigativo para evitar erros e atrasos diagnósticos.
Reposição com hidrocortisona, prednisolona, fludrocortisona e DHEA na insuficiência adrenal. Inibidores de esteroidogênese, adrenalectomia e bloqueio alfa/beta no feocromocitoma. Espironolactona ou cirurgia no hiperaldosteronismo. Cada cenário demanda protocolo dedicado.
Reposição bem ajustada permite vida plena na insuficiência adrenal. Cushing tratado reverte boa parte das comorbidades. Feocromocitomas operados curam HAS em mais de 80% dos casos. O acompanhamento longitudinal é o diferencial.
Investigação criteriosa e acompanhamento dedicado para uma vida em equilíbrio.
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