Eixo Hipotalamo-Hipofise
Curso estruturado para revisar os eixos hipotalamo-hipofise-glandula-alvo e as principais doencas selares: acromegalia, doenca de Cushing, hiperprolactinemia, hipofisite linfocitica, adenomas nao-funcionantes, outros adenomas e craniofaringeoma.
Video-aulas do Modulo
Espaco reservado para inserir aulas gravadas, revisoes e discussoes de casos.
Modulo 1 - Eixo H-H glandula-alvo
Eixo Hipotalamo-Hipofise
Organizacao dos eixos, mecanismos de feedback e avaliacao basal.
Modulo 2 - Acromegalia/Gigantismo
Acromegalia-Gigantismo
GH, IGF-1, diagnostico bioquimico, imagem e tratamento multimodal.
Modulo 3 - Doenca de Cushing
Doenca de Cushing
Hipercortisolismo ACTH-dependente, confirmacao e localizacao.
Modulo 4 - Hiperprolactinemia
Hiperprolactinemia
Prolactinomas, efeito haste, macroprolactina e agonistas dopaminergicos.
Modulo 5 - Hipofisite linfocitica
Hipofisite Linfocitica
Inflamacao hipofisaria, hipopituitarismo e diferencial com adenoma.
Modulo 6 - Adenoma nao-funcionante
Adenoma Nao-Funcionante
Efeito de massa, campo visual, hipopituitarismo e cirurgia.
Modulo 7 - Outros adenomas
Outros Adenomas
TSHoma, gonadotrofinoma funcionante e tumores plurihormonais.
Modulo 8 - Craniofaringeoma
Craniofaringeoma
Lesoes suprasselares, deficits visuais/endocrinos e seguimento longo.
Eixo Hipotalamo-Hipofise Glandula-Alvo
O mapa para interpretar quase toda a neuroendocrinologia clinica.
Introducao
O hipotalamo integra sinais neurais e metabolicos e regula a adenohipofise por hormonios liberadores ou inibidores. A hipofise traduz esse comando em hormonios troficos para tireoide, adrenal, gonadas, crescimento e lactacao.
Fisiopatologia
Doencas selares podem causar excesso hormonal, deficiencia hormonal ou efeito de massa. A interpretacao exige perguntar se a alteracao e primaria da glandula-alvo, secundaria hipofisaria ou terciaria hipotalamica.
| Diagnostico | Dosagem basal orientada por eixo, testes dinamicos quando indicados, avaliacao de outras hipofuncoes, campimetria se macrolesao e RM de sela com contraste. |
|---|---|
| Tratamento | Corrigir deficiencias hormonais com ordem segura, tratar hiperfuncoes, indicar cirurgia/radioterapia/medicacao conforme tipo de lesao e preservar funcao visual. |
| Prognostico | Depende do tamanho, invasividade, secrecao hormonal, resposta cirurgica e recuperacao dos eixos. Seguimento longitudinal e obrigatorio. |
Acromegalia e Gigantismo
Excesso cronico de GH/IGF-1 antes ou depois do fechamento epifisario.
Doenca de Cushing
Hipercortisolismo ACTH-dependente por adenoma corticotrofico.
| Introducao | Suspeitar diante de ganho ponderal centripeto, fraqueza proximal, equimoses, estrias violaceas, diabetes, hipertensao, osteoporose, hipogonadismo e alteracoes psiquicas. |
|---|---|
| Fisiopatologia | A secrecao autonoma de ACTH estimula cortisol adrenal, com perda do ritmo circadiano e resistencia parcial aos freios fisiologicos. |
| Diagnostico | Confirmar hipercortisolismo com cortisol salivar noturno, cortisol urinario livre ou teste de dexametasona 1 mg. Depois definir ACTH-dependencia e localizar origem hipofisaria. |
| Tratamento | Cirurgia transesfenoidal e primeira linha quando possivel. Medicamentos adrenoliticos/esteroidogenese, drogas hipofisarias, radioterapia ou adrenalectomia podem ser necessarios. |
| Prognostico | Remissao reduz risco cardiovascular, infeccioso, trombotico e psiquiatrico. Recidiva pode ocorrer anos depois, exigindo vigilancia prolongada. |
Hiperprolactinemia
Da macroprolactina ao macroprolactinoma invasivo.
Introducao
Pode cursar com galactorreia, oligomenorreia/amenorreia, infertilidade, hipogonadismo, perda de libido e, em macroadenomas, cefaleia ou defeito visual.
Fisiopatologia
A dopamina inibe a prolactina. Hiperprolactinemia pode decorrer de prolactinoma, efeito haste, drogas, hipotireoidismo primario, gestacao, insuficiencia renal ou macroprolactina.
| Diagnostico | Repetir prolactina se leve, excluir gestacao, hipotireoidismo e farmacos, pesquisar macroprolactina quando discordante e solicitar RM se persistente/alta ou com sintomas. |
|---|---|
| Tratamento | Cabergolina e preferida na maioria dos prolactinomas. Cirurgia e reservada para resistencia/intolerancia, apoplexia selecionada, compressao ameacadora ou diagnostico incerto. |
| Prognostico | Microprolactinomas costumam controlar bem. Macroprolactinomas exigem seguimento de prolactina, reducao tumoral, campo visual e funcao gonadal. |
Hipofisite Linfocitica
Inflamacao autoimune da hipofise, classica no ciclo gestacional, mas nao exclusiva.
Adenoma Nao-Funcionante
Quando o problema principal e volume tumoral e hipopituitarismo.
| Introducao | Frequentemente se apresenta como incidentaloma ou macroadenoma com cefaleia, alteracao de campo visual, hipogonadismo, hipopituitarismo ou apoplexia. |
|---|---|
| Fisiopatologia | Geralmente adenomas gonadotroficos silenciosos, sem sindrome clinica de hiperfuncao. Crescimento causa compressao do quiasma e da hipofise normal. |
| Diagnostico | RM de sela, campimetria se perto do quiasma, prolactina para diferenciar efeito haste/prolactinoma e rastreio de hipersecrecao/hipopituitarismo. |
| Tratamento | Observacao se pequeno e longe do quiasma. Cirurgia transesfenoidal se compressao visual, crescimento, apoplexia ou sintomas importantes. |
| Prognostico | Recidiva ou residuo tumoral requer seguimento por imagem. Radioterapia pode ser considerada em tumor residual progressivo. |
Outros Adenomas Hipofisarios
Lesoes raras, mas decisivas quando reconhecidas.
TSHoma
Introducao: hipertireoidismo central. Fisiopatologia: TSH inapropriadamente normal/alto com T4L alto. Diagnostico: diferenciar de resistencia ao hormonio tireoidiano. Tratamento: cirurgia, analogos de somatostatina. Prognostico: depende de invasividade e controle hormonal.
Gonadotrofinoma funcionante
Introducao: raro, pode causar aumento ovariano, puberdade precoce ou alteracoes testiculares. Diagnostico: gonadotrofinas inadequadas e imagem. Tratamento: cirurgia. Prognostico: segue volume e controle pos-operatorio.
Tumores plurihormonais
Introducao: secrecao mista ou imunorreatividade multipla. Fisiopatologia: linhagens PIT-1 ou outras. Diagnostico: fenotipo clinico, laboratorio e anatomopatologico. Tratamento: multimodal. Prognostico: individualizado.
Craniofaringeoma
Lesao epitelial selar/suprasselar com alto impacto visual, hipotalamico e endocrino.
Introducao e fisiopatologia
Pode ocorrer em criancas e adultos. A lesao comprime quiasma, hipofise e hipotalamo, causando deficits visuais, hipopituitarismo, diabetes insipidus, obesidade hipotalamica e comprometimento cognitivo.
Diagnostico
RM/TC avaliam componente cistico, calcificacoes e relacao com quiasma/hipotalamo. A avaliacao endocrina deve incluir eixos corticotrofico, tireotrofico, gonadotrofico, GH/IGF-1 e neurohipofise.
| Tratamento | Cirurgia com objetivo de descompressao e controle, equilibrando resseccao e preservacao hipotalamica. Radioterapia pode ser usada em residuo/recidiva. |
|---|---|
| Prognostico | Sobrevida costuma ser boa, mas morbidade endocrina, visual, hipotalamica e neuropsicologica exige seguimento multidisciplinar prolongado. |
Quiz Final
Fixacao rapida dos conceitos centrais do modulo.