Modulo de Neuroendocrinologia

Eixo Hipotalamo-Hipofise

Curso estruturado para revisar os eixos hipotalamo-hipofise-glandula-alvo e as principais doencas selares: acromegalia, doenca de Cushing, hiperprolactinemia, hipofisite linfocitica, adenomas nao-funcionantes, outros adenomas e craniofaringeoma.

08Modulos
GH/PRL/ACTHEixos-chave
RMImagem central
5Etapas por modulo
V

Video-aulas do Modulo

Espaco reservado para inserir aulas gravadas, revisoes e discussoes de casos.

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Modulo 1 - Eixo H-H glandula-alvo

Eixo Hipotalamo-Hipofise

Organizacao dos eixos, mecanismos de feedback e avaliacao basal.

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Modulo 2 - Acromegalia/Gigantismo

Acromegalia-Gigantismo

GH, IGF-1, diagnostico bioquimico, imagem e tratamento multimodal.

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Modulo 3 - Doenca de Cushing

Doenca de Cushing

Hipercortisolismo ACTH-dependente, confirmacao e localizacao.

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Modulo 4 - Hiperprolactinemia

Hiperprolactinemia

Prolactinomas, efeito haste, macroprolactina e agonistas dopaminergicos.

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Modulo 5 - Hipofisite linfocitica

Hipofisite Linfocitica

Inflamacao hipofisaria, hipopituitarismo e diferencial com adenoma.

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Modulo 6 - Adenoma nao-funcionante

Adenoma Nao-Funcionante

Efeito de massa, campo visual, hipopituitarismo e cirurgia.

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Modulo 7 - Outros adenomas

Outros Adenomas

TSHoma, gonadotrofinoma funcionante e tumores plurihormonais.

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Modulo 8 - Craniofaringeoma

Craniofaringeoma

Lesoes suprasselares, deficits visuais/endocrinos e seguimento longo.

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Eixo Hipotalamo-Hipofise Glandula-Alvo

O mapa para interpretar quase toda a neuroendocrinologia clinica.

Introducao

O hipotalamo integra sinais neurais e metabolicos e regula a adenohipofise por hormonios liberadores ou inibidores. A hipofise traduz esse comando em hormonios troficos para tireoide, adrenal, gonadas, crescimento e lactacao.

Fisiopatologia

Doencas selares podem causar excesso hormonal, deficiencia hormonal ou efeito de massa. A interpretacao exige perguntar se a alteracao e primaria da glandula-alvo, secundaria hipofisaria ou terciaria hipotalamica.

DiagnosticoDosagem basal orientada por eixo, testes dinamicos quando indicados, avaliacao de outras hipofuncoes, campimetria se macrolesao e RM de sela com contraste.
TratamentoCorrigir deficiencias hormonais com ordem segura, tratar hiperfuncoes, indicar cirurgia/radioterapia/medicacao conforme tipo de lesao e preservar funcao visual.
PrognosticoDepende do tamanho, invasividade, secrecao hormonal, resposta cirurgica e recuperacao dos eixos. Seguimento longitudinal e obrigatorio.
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Acromegalia e Gigantismo

Excesso cronico de GH/IGF-1 antes ou depois do fechamento epifisario.

Introducao

Reconhecimento tardio

Mudancas faciais, aumento de extremidades, sudorese, artralgia, cefaleia, apneia do sono e hipertensao geralmente evoluem lentamente.

Fisiopatologia

GH e IGF-1

Na maioria dos casos ha adenoma somatotrofico. O IGF-1 mede exposicao cronica e se relaciona a complicacoes cardiometabolicas.

Diagnostico

IGF-1 + TOTG

IGF-1 elevado para idade/sexo e ausencia de supressao adequada do GH no TOTG confirmam o diagnostico bioquimico.

Tratamento

Multimodal

Cirurgia transesfenoidal, analogos de somatostatina, antagonista do receptor de GH, agonista dopaminergico e radioterapia em casos selecionados.

Prognostico

Controle importa

Normalizar IGF-1 reduz morbimortalidade. Avaliar colon, coracao, metabolismo, sono, articulacoes e campo visual.

Meta pratica: reconhecer o fenotipo, confirmar com IGF-1/TOTG, localizar com RM e acompanhar resposta por IGF-1, GH e sintomas.
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Doenca de Cushing

Hipercortisolismo ACTH-dependente por adenoma corticotrofico.

IntroducaoSuspeitar diante de ganho ponderal centripeto, fraqueza proximal, equimoses, estrias violaceas, diabetes, hipertensao, osteoporose, hipogonadismo e alteracoes psiquicas.
FisiopatologiaA secrecao autonoma de ACTH estimula cortisol adrenal, com perda do ritmo circadiano e resistencia parcial aos freios fisiologicos.
DiagnosticoConfirmar hipercortisolismo com cortisol salivar noturno, cortisol urinario livre ou teste de dexametasona 1 mg. Depois definir ACTH-dependencia e localizar origem hipofisaria.
TratamentoCirurgia transesfenoidal e primeira linha quando possivel. Medicamentos adrenoliticos/esteroidogenese, drogas hipofisarias, radioterapia ou adrenalectomia podem ser necessarios.
PrognosticoRemissao reduz risco cardiovascular, infeccioso, trombotico e psiquiatrico. Recidiva pode ocorrer anos depois, exigindo vigilancia prolongada.
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Hiperprolactinemia

Da macroprolactina ao macroprolactinoma invasivo.

Introducao

Pode cursar com galactorreia, oligomenorreia/amenorreia, infertilidade, hipogonadismo, perda de libido e, em macroadenomas, cefaleia ou defeito visual.

Fisiopatologia

A dopamina inibe a prolactina. Hiperprolactinemia pode decorrer de prolactinoma, efeito haste, drogas, hipotireoidismo primario, gestacao, insuficiencia renal ou macroprolactina.

DiagnosticoRepetir prolactina se leve, excluir gestacao, hipotireoidismo e farmacos, pesquisar macroprolactina quando discordante e solicitar RM se persistente/alta ou com sintomas.
TratamentoCabergolina e preferida na maioria dos prolactinomas. Cirurgia e reservada para resistencia/intolerancia, apoplexia selecionada, compressao ameacadora ou diagnostico incerto.
PrognosticoMicroprolactinomas costumam controlar bem. Macroprolactinomas exigem seguimento de prolactina, reducao tumoral, campo visual e funcao gonadal.
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Hipofisite Linfocitica

Inflamacao autoimune da hipofise, classica no ciclo gestacional, mas nao exclusiva.

Introducao

Diferencial de macroadenoma

Pode simular lesao selar expansiva com cefaleia, alteracao visual, haste espessada e hipopituitarismo.

Fisiopatologia

Inflamacao

Infiltrado linfocitico compromete adenohipofise, neurohipofise ou haste, podendo causar diabetes insipidus e deficits de ACTH/TSH/gonadotrofinas.

Diagnostico

Clinica + RM

Considerar no periparto, em autoimunidade ou uso de imunoterapia. RM pode mostrar aumento simetrico e realce homogeneo, mas biopsia raramente e necessaria.

Tratamento

Individualizar

Reposicao hormonal e observacao em casos leves; glicocorticoide em sintomas compressivos/inflamatorios selecionados; cirurgia se compressao grave ou incerteza diagnostica.

Prognostico

Variavel

A massa pode regredir, mas deficits hormonais podem persistir. Corticotropo deve ser avaliado com cuidado.

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Adenoma Nao-Funcionante

Quando o problema principal e volume tumoral e hipopituitarismo.

IntroducaoFrequentemente se apresenta como incidentaloma ou macroadenoma com cefaleia, alteracao de campo visual, hipogonadismo, hipopituitarismo ou apoplexia.
FisiopatologiaGeralmente adenomas gonadotroficos silenciosos, sem sindrome clinica de hiperfuncao. Crescimento causa compressao do quiasma e da hipofise normal.
DiagnosticoRM de sela, campimetria se perto do quiasma, prolactina para diferenciar efeito haste/prolactinoma e rastreio de hipersecrecao/hipopituitarismo.
TratamentoObservacao se pequeno e longe do quiasma. Cirurgia transesfenoidal se compressao visual, crescimento, apoplexia ou sintomas importantes.
PrognosticoRecidiva ou residuo tumoral requer seguimento por imagem. Radioterapia pode ser considerada em tumor residual progressivo.
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Outros Adenomas Hipofisarios

Lesoes raras, mas decisivas quando reconhecidas.

TSHoma

Introducao: hipertireoidismo central. Fisiopatologia: TSH inapropriadamente normal/alto com T4L alto. Diagnostico: diferenciar de resistencia ao hormonio tireoidiano. Tratamento: cirurgia, analogos de somatostatina. Prognostico: depende de invasividade e controle hormonal.

Gonadotrofinoma funcionante

Introducao: raro, pode causar aumento ovariano, puberdade precoce ou alteracoes testiculares. Diagnostico: gonadotrofinas inadequadas e imagem. Tratamento: cirurgia. Prognostico: segue volume e controle pos-operatorio.

Tumores plurihormonais

Introducao: secrecao mista ou imunorreatividade multipla. Fisiopatologia: linhagens PIT-1 ou outras. Diagnostico: fenotipo clinico, laboratorio e anatomopatologico. Tratamento: multimodal. Prognostico: individualizado.

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Craniofaringeoma

Lesao epitelial selar/suprasselar com alto impacto visual, hipotalamico e endocrino.

Introducao e fisiopatologia

Pode ocorrer em criancas e adultos. A lesao comprime quiasma, hipofise e hipotalamo, causando deficits visuais, hipopituitarismo, diabetes insipidus, obesidade hipotalamica e comprometimento cognitivo.

Diagnostico

RM/TC avaliam componente cistico, calcificacoes e relacao com quiasma/hipotalamo. A avaliacao endocrina deve incluir eixos corticotrofico, tireotrofico, gonadotrofico, GH/IGF-1 e neurohipofise.

TratamentoCirurgia com objetivo de descompressao e controle, equilibrando resseccao e preservacao hipotalamica. Radioterapia pode ser usada em residuo/recidiva.
PrognosticoSobrevida costuma ser boa, mas morbidade endocrina, visual, hipotalamica e neuropsicologica exige seguimento multidisciplinar prolongado.
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Quiz Final

Fixacao rapida dos conceitos centrais do modulo.

1. Qual exame bioquimico e central para triagem de acromegalia?

ACTH isolado
IGF-1 ajustado para idade e sexo
TSH ultrassensivel

2. Em hiperprolactinemia leve e discordante da clinica, qual interferencia deve ser lembrada?

Macroprolactina
Peptideo C
Calcitonina

3. Adenoma nao-funcionante costuma se manifestar principalmente por:

Hipertireoidismo franco
Crise adrenal hipertensiva
Efeito de massa e hipopituitarismo